Uma das mais exuberantes e diversificadas reservas naturais do planeta, o Pantanal mato-grossense foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), como sítio do Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera Mundial. Levantamento da Embrapa Pantanal catalogou na região 95 espécies de mamíferos, 665 de aves, 192 répteis e pelo menos 40 anfíbios.
Localizado no interior da América do Sul, o Pantanal tem aproximadamente 189 mil km2 - estendendo-se, também, pelos países vizinhos como Argentina, Bolívia e Paraguai. Na região Centro Oeste do Brasil, o Pantanal abrange 140 mil quilômetros quadrados, sendo que 63% de sua área estão em Mato Grosso do Sul e 37% em Mato Grosso
O clima é tipo quente no verão, com temperatura média em torno de 32°C e frio e seco no inverno, com média em torno de 21°C, ocorrendo ocasionalmente, geadas nos meses de julho e agosto. A união de fatores como o relevo, o clima e o regime hidrográfico da região favoreceram o desenvolvimento de numerosas espécies animais e vegetais que povoam abundantemente toda sua extensão.
Ao contrário do que seu nome sugere,
o Pantanal sul mato-grossense não
se assemelha a um pântano, muito menos
a um brejo ou lamaçal de águas
estagnadas.
Essas definições, encontradas
na maioria dos dicionários, não
correspondem à realidade. Na verdade,
trata-se de uma imensa região que,
na época das chuvas, início
das cheias, fica parcialmente inundada,
principalmente nas baías e lagoas
que margeiam o Rio Paraguai e seus principais
afluentes (como o Taquari e o Miranda).
Tal é a imensidão de água
que atinge a região que os primeiros
homens brancos (colonizadores) que chegaram
ao Pantanal (exatamente na época
das cheias) denominaram-no Mar dos Xeraiés,
em razão do grupo indígena
ali encontrado. Mas nem toda a região
é atingida pelas enchentes.
Existem áreas que ficam a salvo das
inundações e que geralmente
são chamadas de cordilheiras , onde
quase sempre se localizam as sedes das fazendas
de gado.
LOCALIZAÇÃO
DO PANTANAL
A região do Pantanal ou Chaco, como
é denominada no Paraguai, localiza-se
numa imensa depressão no extremo
norte da planície Platina, no coração
da América do Sul.
Drenada pela bacia do rio Paraguai, estende-se
por mais de 200.000 km2 pelos estados do
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além
de terras da Bolívia e do Paraguai,
países limítrofes ao Brasil.
Cerca de 100.000 km2 da área pantaneira
chegam a ficar inundados no período
das cheias, fato que pode ser explicado,
principalmente, pela baixa altitude da depressão
do Pantanal (entre 80 e 150 m acima do nível
do mar) e pela pequena declividade.
Para se ter uma idéia do que isso
significa, basta lembrar que as águas
do Pantanal são obrigadas a percorrer
cerca de 1.500 km pelo rio Paraguai e, posteriormente,
pelo rio Paraná até atingirem
o oceano Atlântico; portanto, a cada
1 km de percurso, a declividade é
de apenas 0,05 m (ou 5 cm), o que provoca
uma lentidão no escoamento da água,
que se acumula na planície. De certa
forma, este fato o diferencia do Chaco argentino
e paraguaio.
AS VÁRIAS
REGIÕES DO PANTANAL
A região que comumente chamamos de
Pantanal na realidade compreende vários
Pantanais, de paisagens diferenciadas tanto
no que se refere aos aspectos naturais,
quanto a forma de ocupação
humana.
Podemos considerar a existência de
pelo menos oito Pantanais, sendo os mais
conhecidos o de Poconé, localizado
ao norte, coberto por gramíneas e
árvores de pequeno porte esparsas,
inundado pelos rios Taquari e Cuiabá.
O Pantanal de Paiaguás, na região
de Corumbá, ao longo do rio Paraguai,
é uma área bastante rebaixada,
onde predominam as grandes lagoas (Mandioré
e Uberaba), além de numerosas baias
permanentemente cobertas de água.
O Pantanal do Taquari, a leste, é
o mais extenso, e nele se encontram inúmeras
cordilheiras raramente inundadas, além
de cerrados bastante densos.
O Pantanal de Nhecolânida, drenado
pelos rios Taboco e Negro, não é
tão alagável como os demais,
a não ser ao longo dos rios, das
baías e dos corixos, e por isso é
a principal área de pastoreio do
Pantanal.
Além destes, destacam-se os pantanais
de Coroa Grande-Jauru, na região
de Cáceres, o Pantanal de São
Lourenço , o do Miranda-Aquidauana
e o de Jacadigo-Nabileque.
*Fonte RMT Online e COMTUR
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